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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

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O pássaro vermelho                  

Já não corro mais!
Já cai nessa cilada, não mais.
Vermelho, amarelo, vermelho, amarelo... As luzes piscam e mudam de cor como a vida em preto e branco, rápido, devagar, rápido, devagar...
Os morcegos saem na sexta à noite e bebem do melhor sangue engarrafado no fim da linha. E elas, se divertem. E no novo jogo não são mais as presas, são caçadoras. Estão no controle de tudo, e é lindo.
Olhos furtivos olham para o pássaro vermelho que está só. Ele pensa em voar, mas a sua medíocre gaiola o espera, e ele sabe. As águias o olham com desejo, e o pássaro esconde-se atrás de sua invisibilidade.
Algo está no lugar errado. Tudo gira rápido demais para perceber.
As águias nunca o olharam, ele nunca fora visto, por que agora?
E de repente, sentiu saudade de si mesmo. Era como se ele o tivesse deixado sozinho, e ele sabia que não era mais o que fora um dia. Só conseguia tirar o melhor de si, todos os dias. O melhor, o melhor de si.
Carregando tinta em suas unhas, pousou sobre o papel, e quando a tinta encontrou o papel, era como se tivesse encontrado a si mesmo, mas não era só isso. A saudade de algo ia embora, por hora, e um monstro que vivia dentro dele era libertado com força, fúria e beleza.
Desejos e sonhos misturavam-se e tudo parecia possível, como se o milagre estivesse finalmente ao alcance. Quando um dia se perdeu.
Quando a timidez fora confundida com a arrogância.
   (
 Rick Semong)

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